Forum dos alunos do Curso de Escrita Criativa do El Corte Inglés
Quarta-feira, 26 de Julho de 2006
Música Colorida

Escrito por Manuela Crespo



 

            Marcelo amanhecera suado com um peso no peito. Sentia o corpo dorido, como se um camião o tivesse atropelado. Via tudo negro, no verdadeiro sentido da palavra. Os objectos em sua volta estavam escurecidos, como se o quarto estivesse na penumbra. No entanto, a luz entrava pela janela escancarada. Foi uma percepção breve. Aos poucos a luz foi penetrando nos seus olhos e na sua alma. A angústia foi esmorecendo à medida que o mundo se iluminava, qual fim de espectáculo que a luz devolve à realidade! 


 

Finalmente sentiu o corpo mexer-se. Sentou-se na cama com as pernas pendentes sobre o tapete, olhando demoradamente em seu redor e apercebeu-se de como tinha estado imobilizado por tudo se resumir a uma cor: Negro! A esta recordação, voltou a sentir o coração pesado como chumbo. Sentiu-se aliviado por ter terminado. Mexeu-se. Levantou-se, procurando fugir àquela sensação. Tinha de vencer a inércia, reagir! Ele nem era pessoa de se deixar abater daquela maneira!


           


Às vezes deixava o trabalho interferir demasiado na sua vida. Andava  a fazer exercícios de associação dos sentidos em demasia! Mas era tão interessante…


                                                                     * 

            Marcelo era neurologista e exercia a sua profissão o melhor que sabia. Era um homem maduro, já grisalho, de boa apresentação. Ninguém lhe tinha conhecido uma mulher. Sempre afável no trato, tinha as suas manias. Não conseguia começar o dia sem alguns rituais já sacralizados pelo tempo. Todas as manhãs, fazia meticulosa e repetidamente o risco ao lado, até ter atingido a perfeição, nem um único cabelo podia ficar desalinhado. O cuidado extremo com o vestir também era notório, e por vezes, passava horas de véspera, a escolher a indumentária, sempre á procura da camisa sem um vinco e da gravata perfeita. Tinha ainda outras manias mais íntimas. Gostava de se observar meticulosamente no espelho, de todos os pontos de vista, pelo que tinha um santuário secreto onde ninguém tinha permissão de entrar. Um quarto de paredes lisas onde se rodeava de espelhos. Também gostava de percorrer o mesmo trajecto sem variações no caminho para o hospital. Qualquer alteração de planos súbita, tinha um efeito devastador na sua amabilidade. Toda e qualquer mudança tinha de ser planeada com muita antecipação, de forma a permitir uma adaptação progressiva na sua mente. A sua forma peculiar de vida não permitia estreitezas com outros seres humanos. A mínima ameaça de aproximação à sua intimidade  causava-lhe um pânico incontrolável. Por outro lado, a rigidez de carácter e a sua necessidade permanente de perfeição faziam dele um solitário. Ainda assim, essa rigidez era ainda mais dura consigo próprio e os únicos pequenos prazeres que se permitia eram artísticos.  Marcelo tinha um forte pendor artístico e admirava francamente as pessoas com capacidade criativa. Tinha até uma ligeira inveja delas, pois ele próprio não conseguia criar, o que lhe causava uma enorme frustração e, à  falta de melhor, comprava tudo o que se lhe deparava sobre as várias artes e suas interligações.


           


De qualquer modo, o trabalho era de longe a sua principal fonte de prazer. Durante muitos anos, tinha sido um trabalhador compulsivo. Todas as horas da sua vida eram preenchidas pelos doentes e pelos artigos infindáveis que lia. Talvez mais pelos artigos que pelos doentes! A preocupação constante de se sentir actualizado, obrigava-o a ler sem descanso artigos minuciosos sobre toda a espécie de doenças neurológicas. Era um trabalho hercúleo que Marcelo devorava até à exaustão. Os dias passavam num ápice, entre as leituras exaustivas e as consultas monótonas e repetitivas. Muitas vezes, ainda antes de o doente se sentar na cadeira à sua frente, fazia apostas mentais sobre o que o trazia ali. Outras vezes tentava encaixa-los em padrões comportamentais e adivinhar as primeiras palavras:


           


- Mulher de cinquenta anos, vestida e maquilhada para seduzir o médico. Vai falar de tudo menos do que a trás cá!


           


- Homem quarentão, mal-encarado, vai despejar o saco mal se senta…


           


- Esta só pode ter dores de cabeça… Sr. Dr., é a minha cabeça que não me deixa em paz!


                       


Sempre que acertava ficava deprimido, soterrado pela rotina que se ia adensando à medida que os anos passavam. O tédio lentamente instalava-se, e por vezes, a náusea antecedia o início da consulta. Para aliviar a tensão durante as consultas,  entretinha-se a comparar os doentes com as suas pinturas preferidas, ou detestadas, consoante o efeito que tinham sobre si, como se fosse uma colecção. Chegava mesmo a escrever no canto da ficha: “Rapariga do brinco de pérola”, ou “Mona Lisa”!


           


No entanto, apesar deste panorama, ocasionalmente surgia o evento redentor. Quando conseguia ser surpreendido, o mundo mudava: Era uma bênção, como um relâmpago com a força motriz para o fazer voltar a trabalhar, a pôr todos aqueles neurónios amodorrados
em marcha. Renascia!


           


De novo surgia o interesse, a vontade de saber mais, o gozo pelo estudo exaustivo. Tudo se renovava e voltava a fechar-se num ciclo. A procura desenfreada do tema, a vivência intensiva do problema, a simbiose… Por vezes este concubinato era tão intenso que alterava de todo a vida de Marcelo: Tornava-se autista, sempre perdido em pensamentos mil, desatento ao mundo exterior. Passava frequentemente de um estado de letargia e dolência à actividade arrebatada, especificamente dirigida ao assunto do momento. Nada fazia divergir a sua atenção. Tudo se centrava naquele problema, mesmo quando estava ocupado com outras actividades, o pensamento enrolava-se de forma adesiva à questão em causa. Tal comportamento era altamente produtivo em termos profissionais, mas difícil de tolerar por quem com ele convivia. No entanto, era respeitado no seu meio, tinha fama de ser bom profissional e era frequentemente procurado por gente da alta-roda.


           


Recentemente, um artista de nomeada tinha recorrido aos seus serviços por ter sofrido uma profunda alteração da sua capacidade criativa na sequência de um acidente vascular cerebral. Este homem perdera a capacidade de transformar em cor e harmonia os impulsos estéticos que absorvia sofregamente de todas as fontes, desde a música até ao toque suave de uma pétala de rosa, ou mesmo o seu aroma. Sempre que um cheiro, um som, uma imagem, o tocavam, ele absorvia intensamente esse estimulo sensorial e como se a emoção fosse o catalizador, transformava-o numa obra-prima de cor e traços vibrantes. Tinha capacidades estranhas de associação de impulsos sensoriais, como a visão e a audição, por exemplo, não conseguia ouvir musica se estivesse de óculos escuros, era como se tivesse baixado o som. Por outro lado, criava associações estapafúrdias entre os números e as cores: o sete era verde e o três amarelo, ou ainda a música de Vivaldi era violeta e a dos Beatles alaranjada!


           


Desde que sofrera o acidente vascular, algo se perdera no caminho. Continuava a emocionar-se com a música, a deleitar-se com o perfume delicado do jasmim e a procurar avidamente obras dos seus colegas, mas nada disso fazia nascer ideias na sua mente para novos trabalhos. Por outro lado, os números e a música deixaram de ter conotações coloridas.


           


Marcelo ficou fascinado com este caso: a fusão da Arte e da Neurologia. Entregou-se de corpo e alma a este fenómeno bizarro que permite ao cérebro humano combinar os cinco sentidos e ver a música colorida. Pesquisou furiosamente todos os meios ao seu alcance, desde as revistas cientificas à Internet e tudo se resumia a um fenómeno, a uma palavra: sinestesia!


           


Era a sinestesia que permitia ao nosso artista achar que a música dos Beatles era alaranjada, ou que o aroma do jasmim é música suave e associar dois ou mais sentidos como se fossem inseparáveis.


 

Marcelo descobriu um novo mundo, descobriu por exemplo, que algumas famílias têm elevada incidência deste fenómeno, e descobriu também que essas famílias têm mais artistas, no sentido lato do termo, do que as famílias onde nunca ninguém viu a cor dos números. Descobriu ainda que os grandes artistas têm uma capacidade muito elevada de associar os vários sentidos como se fossem um só!


           


Pensava naquilo a toda a hora e o assunto começava a interferir no seu dia a dia: A rotina da consulta alterara-se: A obsessão pelo tema tornava-o distraído, desatento e fazia-o encurtar o tempo das consultas menos interessantes. Desenvolveu uma capacidade surpreendente de funcionar em “modo automático”, quando os doentes se alongavam nos seus discursos e lhe contavam minuciosamente as suas desinteressantes vidas. O olho estava atento, o sorriso permanecia etéreo, o discurso afável mas o espírito estava completamente ausente… divagava nos circuitos neuronais capazes de ligar uma letra a uma cor, um som a uma sensação táctil, ou, ainda mais perturbador, uma imagem a uma emoção com sensações físicas.


            À medida que o tempo passava e o espírito de Marcelo se ausentava mais profundamente, o “boneco oco” que restava de si, por vezes soçobrava perante a insistência de alguns pacientes mais exigentes e mais atentos. Nem todos se contentavam com o conforto automático que o “boneco oco” ofertava e insurgiam-se:


 

- Então Sr. Dr., não me está a ouvir? Dava-se o “clique” e regressava à terra!


           


No entanto, a pouco e pouco, foi-se insinuando na mente de Marcelo a ideia de aprofundar aquele assunto de forma concisa. Começou a fazer inquéritos sobre a presença de sinestesia, de forma sistematizada, a todos os seus doentes para ver qual a percentagem da população que usufruía deste fenómeno. Depois, desenvolveu baterias de testes complicadíssimos, para testar circuitos neuronais hipotéticos. Submetia praticamente toda a gente que encontrava a esta prova, desde a secretária do consultório ao técnico dos Raios X, já para não falar dos doentes. Ele próprio se submetia àquela avaliação de forma compulsiva!


           


Soube-se no meio académico e os seus colegas dividiram-se na forma como o encararam: Uns, com um temor respeitoso, supondo que ali poderia estar um rasgo de génio, outros, como se de um louco se tratasse e que pudesse pôr a classe profissional em risco.


           


No entanto, contrariamente às expectativas, a realização de tantos e tão elaborados testes foi do agrado dos doentes. Cada vez tinha mais gente a recorrer aos seus serviços. Teve de ampliar a clínica e arranjar assistentes. Espalhou-se o boato de que teria a capacidade de descobrir artistas, com uma simples bateria de testes! Agora, já não eram só as pessoas com problemas que recorriam aos seus préstimos, mas todas as mães enlevadas com os dotes, ou pretensos dotes, dos seus filhos acorriam ao Dr. Marcelo. Agora, não só fazia testes, como também exames complementares sofisticados, como ressonâncias magnéticas funcionais e outros afins, na tentativa de identificar os circuitos neuronais que envolviam as sinestesias e os que estariam na origem do processo criativo. Além disso, passou a prescrever exercícios intensivos para desenvolver essas capacidades:


           


Olhar para uma luz vermelha e escrever uma poesia, ouvir uma melodia de Mozart e de seguida desenhar o corpo humano…


           


Num curto espaço de tempo, tinha montado no consultório todo um circuito para avaliar, testar e treinar as capacidades artísticas dos seus doentes. O método tornou-se muito popular.        Pouco tempo passado, não só os pais com filhos dotados, mas também os pais que queriam que os seus filhos “passassem“ a ser dotados, procuravam insistentemente uma consulta. A lista de espera era interminável. O mundo enlouqueceu. Instalou-se a crença que o Dr. Marcelo “produzia artistas” no seu consultório. Toda a gente queria uma consulta! Todos queriam ser especiais!


           


O próprio criador da “máquina infernal” não era diferente dos outros. Ele era a principal cobaia do seu trabalho. Sempre que não estava a trabalhar fazia compulsivamente os exercícios de treino dos circuitos facilitadores de cinestesias que tinha inventado, acreditando piamente que assim produziria em si próprio a alma de um artista.


 

Marcelo era um crente. Acreditava no que fazia de corpo e alma!


                                                                      * 

            Foi então que Marcelo amanheceu diferente. Uma e outra vez! Inicialmente via tudo escuro, mas de uma outra vez acordou sobressaltado com o som perturbador de uma ambulância, e a sua visão toldou-se de amarelo. Assustado, levantou-se num repente e cambaleou precipitadamente a caminho do duche. O coração batia descompassado e peito arfava. Entrou em pânico e desmaiou.


                                                                         * 

 


            A reunião da Sociedade de Neurologia estava à porta.


           


Marcelo preparava uma apresentação detalhada sobre o método que usava para desenvolver as sinestesias e as capacidades artísticas nos seus doentes. É certo que ainda não tinha resultados concretos para apresentar, mas que interessava isso! O importante era mesmo a natureza da ideia, o simples pensamento que se podia criar arte em laboratório, arte em ambiente controlado. Parecem de facto conceitos antagónicos, mas ele ia provar ao mundo que não era assim, era tudo uma questão de usar os circuitos neuronais certos e engordá-los, como se faz com os porcos! Chegara a hora de apresentar o seu trabalho ao mundo científico!


                                                                     *

A luz escurecia e o rumor decrescia lentamente á medida que Marcelo tentava distanciar-se das centenas de pares de olhos fixos em si!


           


Os sons agudos produzidos pelo microfone à sua frente desconcentravam-no. Um fio de suor escorreu-lhe da testa, e sentiu um desconforto geral. Voltou a ver tudo negro, por um  momento. Era natural. O pânico das multidões! – pensou, mas não conseguia deixar de olhar para os infinitos pares de olhos que o fixavam. Foi então que algo inexplicável aconteceu: Quando iniciou o discurso não conseguiu mais do que declamar poesia. Foi um acontecimento muito perturbador. Disfarçadamente, passou a comunicação ao seu assistente e tudo foi entendido como se de uma excentricidade se tratasse.


 

- Médicos artistas!


           


A partir desse dia Marcelo nunca mais foi o mesmo. A sua vida alterou-se de forma radical:


           


- Quando tomava banho, de manhã, o contacto da água na pele soprava-lhe uma música repetitiva no ouvido. O cheiro das torradas brotava-lhe uma imensidão de ideias descoordenadas, que por um motivo incompreensível, tinha de transcrever de imediato para o papel, como se de uma compulsão se tratasse. Começou a ter rituais. O cheiro do perfume fazia-lhe formigueiros nos pés, o que o obrigava a esfregar três vezes para a sensação desaparecer. A leitura, desencadeava estranhos sabores que o obrigavam a comer sofregamente. Deixou de tomar banho, pois a música instalava-se no seu cérebro causando-lhe um sofrimento imenso. Não tocava em alimentos com cheiro intenso. Deixou de ler. Qualquer som mais intenso lhe fazia nascer imagens aterradoras e sem nexo, que o deixavam prostrado durante horas. Deixou de trabalhar, com medo que o mundo se apercebesse do seu estado. A dada altura, o simples abrir de olhos era extremamente perturbador e produzia uma exasperante sensação de queimadura em todo o corpo que o obrigava a coçar-se desesperadamente como se tivesse sarna. Começou a ficar com o corpo coberto de escoriações. Mandou retirar todos os móveis de casa, só suportava olhar para paredes nuas e brancas como a cal. Teve fazer um isolamento acústico em todo o apartamento, recusava-se a falar fosse com quem fosse e, finalmente, já não tolerava o contacto da roupa sobre a pele pois fica enjoadíssimo com os cheiros que nasciam na sua mente. De dia para dia, ia-se transformando num farrapo humano: passava os dias nu, de olhos fechados, trancado no seu quarto de paredes nuas, só bebia água, não comia com medo do cheiro dos alimentos.


           


Ao fim do terceiro dia de isolamento total, os seus assalariados alarmados com o comportamento, cada vez mais desadequado, decidiram arrombar a porta do quarto onde Marcelo se trancara.


           


Foi encontrado nu em posição fetal inconsciente e com o corpo coberto de feridas de tanto se coçar.


           


Foi um escândalo ainda maior que a fama que tinha alcançado. A clínica desintegrou-se. Choveram processos judiciais por burla. A máquina bem oleada que construíra, esvaiu-se em fumo.


           


Foi internado numa clínica psiquiátrica de renome. Nunca nenhum psiquiatra vira um caso como aquele. Era o doente mais falado na clínica e foi meticulosamente avaliado. Esteve sedado durante muito tempo. A alimentação era feita através de métodos artificiais. Tinha tubos para todas as funções vitais. A vida foi-lhe insuflada muito lentamente, uma coisa de cada vez. Primeiro a visão. Estímulos simples: luz, depois cor, depois rosto humano, sempre com tempos de adaptação, depois som, primeiro notas soltas, depois palavras e, finalmente, a música.


           


Assim, Marcelo ressuscitou para o mundo, tão devagar quanto é possível imaginar. Nos momentos de solidão gostava de pegar numa caneta e numa folha branca e debitar para lá tudo o que lhe ia na alma. Os médicos incentivaram este procedimento, como forma de libertação das tensões. A pouco e pouco reacendia-se o homem em Marcelo, mas renascia um homem diferente.           


 


Na altura da alta, encarava a vida com dificuldade. O Dr. Marcelo, neurologista de renome, morrera! Pouco havia sobrado dele. Era preciso recomeçar e a única coisa que conseguia fazer de momento era escrever. Escrevia compulsivamente todos os dias, sobre tudo o que lhe vinha á cabeça. Às vezes, de uma forma patológica. Era naturalmente a sequela da sua prolongada doença. Mesmo assim podia ter sido muito pior! Assim sempre estava ocupado! Não dava azo a que outras obsessões o assaltassem. Assim se deixou estar…


                                                                      * 

            A elite do mundo literário adensava-se na sala multifunções da maior livraria da cidade, comentando à boca pequena que os escândalos vendem sempre bem. Alguns estavam mesmo invejosos. Um pouco à parte, destacava-se um pequeno grupo de homens de porte cuidado, com um ar pouco à vontade, conversando entre si em voz baixa. Entreolhavam-se, questionando-se com o olhar se deveriam estar ali naquele momento.


 

Todos esperavam o grande momento.


           


Marcelo apareceu finalmente, sendo efusivamente elogiado pelo seu livro recentemente lançado. Tinha tido um êxito estrondoso. A primeira edição esgotara numa semana, ia na 22ª, e já estava traduzido em várias línguas.


           


Marcelo estava ali para uma sessão de autógrafos. Os homens recatados, não eram mais que os seus antigos assistentes e estavam um pouco incomodados, indecisos. O desmoronamento de toda a carreira médica do seu antigo chefe, tinha abalado os alicerces da investigação cientifica, tirando-lhe credibilidade e Marcelo já não era bem vindo no mundo cientifico. No entanto, não podiam deixar de se relacionar com a nova estrela que, após um parto doloroso, tinha finalmente nascido. Afinal, Marcelo tinha razão e a prova estava ali: O seu livro “ Música colorida” tinha sido unanimemente aclamado pela “inteligência”, como uma “pérola da literatura”e o seu autor, considerado genial!


           


E ele? Ele, era o produto acabado da arte de laboratório!


                                                                                           Fim. 


publicado por Perplexo às 09:48
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