Forum dos alunos do Curso de Escrita Criativa do El Corte Inglés
Domingo, 31 de Dezembro de 2006
ano novo-Nuno Ribeiro

   Nesta altura do ano é habitual ser-mos maçados com os desejos e prognósticos para o Ano Novo dos ditos famosos e colunáveis, os quais enxameiam toda a Comunicação Social, tirando como é óbvio os jornais sérios como o Financial Times , The Times, e o The Wall Street Journal -aqueles que leio -.

    Ensopado ainda pelo espírito do Natal, não resisto a retaliar na esperança, que reputo com infelizmente vã, de ser lido, quem sabe por uma Ana Malhoa ou  um Cláudio Ramos.

   Sendo eu um homem de Direita, vou começar naturalmente por aquilo que me é mais caro – a minha felicidade.

O meu maior desejo para 2007 é ter a grata surpresa de descer à minha garagem e encontrar no lugar do meu Rover com quatro metros e oitenta um Bentley com cinco metros e quarenta. Seria uma notável  melhoria na qualidade estética da paisagem urbana, sobretudo quando passasse em frente às paragens de autocarro.

   Espero também que haja paz para que os selvagens que abundam por ai não me estraguem o  meu bruto carro quando me mudar para a minha casa nova na António Maria Cardoso, nas antigas instalações da PIDE/DGS.

Passando agora para as coisas menos sérias, desejo que Sarkozy ganhe em França porque para Barbie prefiro a Vanessa Paradis, malgré o Johnny Depp e na minha querida  Old Albion, o regresso dos good old tories ao Poder. Yes, Prime Minister Cameron.

   Num plano ainda menos sério, a ditosa pátria. Espero que me escolham para entregar ao Francisco Louçã o Prémio de Português Mais Irritante, segundo a revista Sábado; que a classe política nacional exija de cócoras a aplicação imediata e irreversível a Portugal do Estatuto do Indiginato, recuperado das Províncias Ultramarinas; que os professores saibam ler e escrever e conheçam as matérias que leccionam; que os alunos não lhes batam; que os partidários do aborto irresponsável comecem por dar o exemplo promovendo o matricídio das senhoras suas mães e o seu próprio suicídio ou, em alternativa, que possa deduzir no meu IRS os abortos que pagar com os meus impostos.

 Por último, desejo que a futura terceira ponte sobre o Tejo se chame Ponte Vítimas do PREC e que o Mosteiro dos Jerónimos  não passe a ser chamado por Condomínio Eclesiástico MFA/Vasco Gonçalves.

Termino desejando ainda  que o amigo leitor leia este texto ao som de “What a Wonderful World” do Louis Armstrong porque gosto que o passado seja parte do presente e do futuro, mesmo quando eu já cá não estiver. Feliz Ano Novo!

 



publicado por Perplexo às 00:00
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